
Janja chegou ao Japão uma semana antes de Lula, sem que a ida fosse divulgada, e virou alvo de críticas da oposição; Lula disse neste sábado que Janja não foi ‘escondida’ viajar. Presidente Lula com a primeira-dama, Janja
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (29/3) que a primeira-dama, Janja da Silva, “não é clandestina” e “vai continuar fazendo o que ela gosta”, após ser questionado sobre críticas à ida antecipada dela ao Japão.
“Primeiro que a minha mulher não é clandestina”, disse o presidente. “Ela vai continuar fazendo o que ela gosta, porque a mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa.”
Lula deu entrevista à imprensa antes de deixar Hanói, no Vietnã, para retornar ao Brasil após visita de Estado ao país do sudeste asiático e, antes, ao Japão.
Janja chegou ao Japão uma semana antes de Lula, sem que a ida fosse divulgada, e virou alvo de críticas da oposição.
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Em entrevista à BBC News Brasil, Janja disse que “nunca houve falta de transparência” e que viajou com a equipe precursora “para economizar passagem aérea”.
Ao ser questionado se considera importante divulgar as viagens da primeira-dama com antecedência e os gastos em viagens, Lula falou sobre a ida de Janja à França, que aconteceu após o Japão.
Depois de acompanhar Lula na visita, durante o jantar com o Imperador Naruhito e a Imperatriz Masako no Palácio Imperial de Tóquio, Janja viajou na quarta-feira (26/3) para a França onde discursou no evento Nutrition for Growth, sobre desnutrição infantil, a convite do presidente francês, Emmanuel Macron.
“Ela não faz viagem apócrifa. Ela faz viagem porque ela foi convidada, e não foi pouca coisa. Ela viajou a convite do governo Macron para discutir a aliança global contra a fome. E eu fiquei muito orgulhoso”, disse Lula.
O presidente disse que Janja “não foi em uma viagem escondida”.
“Eu, sinceramente, não respondo à oposição nesses assuntos. Não respondo. Acho que a Janja tem maioridade suficiente para responder aquilo que é sério. Aquilo que é molecagem, aquilo que é fake news, aquilo que é irresponsabilidade, sabe, não precisa responder.”
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou todos os pedidos de investigação sobre os gastos da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, feitos por parlamentares de oposição, segundo a Folha de S.Paulo.
Lula disse neste sábado que Janja “vai estar aonde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar para onde ela quiser”.
“É assim que eu acho que é o papel da mulher”, complementou ele.