
Foi um terremoto dos fortes: 7,7 de magnitude. E o epicentro, na região central de Mianmar, foi perto do solo, a 10 km de profundidade. O tremor foi tão impactante que foi sentido na China e gerou estragos e imagens impressionantes na capital da vizinha Tailândia. Um terremoto na Ásia provocou 144 mortes em Mianmar e dez na Tailândia.
O desespero no meio da rua diante do hotel envergado. O prédio desaba. Nas ruas de Mianmar, as pessoas correm de um lado para o outro, sem saber para onde ir. Não tem lugar seguro. Correria também no aeroporto. O motoqueiro atravessa a cidade de Mandalay e registra o cenário caótico. Os monges, do lado de fora, veem o templo budista ruir. E a ponte cai no Rio Irrawady.
Foi um terremoto dos fortes: 7,7 de magnitude. E o epicentro, na região central do país, foi perto do solo, a 10 km de profundidade. Por isso, tanta força e tanta destruição. Principalmente em Mandalay, a segunda cidade mais populosa.
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O primeiro tremor foi na hora do almoço – madrugada no Brasil. As autoridades de Mianmar logo decretaram estado de emergência em seis regiões. É difícil saber com precisão o tamanho do estrago porque Mianmar vive uma ditadura. Desde 2021, uma junta militar comanda o país e controla a imprensa, e o uso da internet é restrito. O general que chefia a junta militar cedeu: pediu socorro a qualquer país ou organização estrangeira que possa ajudar.
Diante da tragédia, a União Europeia se colocou à disposição para mandar ajuda. A Índia também. A Organização Mundial da Saúde acionou o sistema de gerenciamento de emergência.
Tremor na Ásia derruba construções e provoca mortes em Mianmar e na Tailândia
Jornal Nacional/ Reprodução
O terremoto foi tão impactante que foi sentido na China e gerou estragos e imagens impressionantes na capital da vizinha Tailândia. Um hotel em Bangkok sacudiu tanto que a piscina na cobertura transbordou. Todo mundo foi embora correndo no prédio do lado.
A Bruna Moraes tem uma agência de turismo e está levando um grupo de brasileiros para três países do sudeste asiático. Ela chegou em Bangkok perto da hora do terremoto.
“Eu comecei a sentir algo balançando e, para mim, era a minha cabeça, era alguma coisa que estava acontecendo comigo. Enfim, eu me segurei, pensei que eu estava passando mal. Quando eu notei, eu vi que o pessoal do aeroporto mandou todo mundo se abaixar. E um perguntando para o outro: ‘Você está sentindo?’. E aí nós nos abaixamos. Algumas pessoas se abaixaram outras nem se abaixaram. Passou, e a gente entendeu que era realmente um terremoto. A gente passou bem pela região dos hospitais. Muitas ambulâncias, muitas pessoas sendo atendidas na calçada. Pessoas que, não sei, a gente não sabe se passou mal ou se teve que evacuar esses hospitais também, e as pessoas ficaram ali nas ruas sendo atendidas”, conta a agente de turismo Bruna Moraes.
Também em Bangkok, o arranha-céu em construção não aguentou. Equipes de resgate procuram embaixo dos escombros mais de 80 desaparecidos.
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Jornal Nacional/ Reprodução
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