
O asteroide 2024 YR4, inicialmente apontado como uma possível ameaça à Terra, teve sua rota recalculada pela Nasa e agora apresenta chances de atingir a Lua. De acordo com os novos dados, a probabilidade de impacto é de 3,8%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3), pela Nasa.

O asteroide 2024 YR4, apontado como uma possível ameaça à Terra, teve sua rota alterada e agora pode atingir a Lua – Foto: Imagem gerada por IA/ND
Embora as estimativas sejam pequenas, a Nasa aponta um risco superior ao anteriormente previsto, que estava concentrado na possibilidade de choque com a Terra.
Com um diâmetro de 53 e 67 metros, o asteroide ultrapassa o limite mínimo de 50 metros estabelecido pela Nasa para ativação de defesa planetária. Apesar disso, os especialistas destacam que ainda existe uma margem de 96,2% de chance de que o asteroide passe longe do satélite natural.
O asteroide 2024 YR4
Os cientistas da Nasa descobriram o corpo celeste em dezembro de 2024. Ele chamou atenção da comunidade científica por cruzar uma trajetória próxima à órbita terrestre.
Conhecido como o “assassino de cidades”, em fevereiro deste ano, os riscos de colisão com o planeta era estimado em 3,1%.
Porém, observações realizadas por diversos telescópios terrestres ajudaram a refinar a trajetória do objeto e praticamente descartaram a possibilidade de impacto com a Terra.
Quais regiões poderiam ser atingidas no pior cenário
Caso o asteroide atingisse uma área urbana, a explosão poderia liberar energia equivalente a oito megatons de TNT — mais de 500 vezes a bomba de Hiroshima. No entanto, se o corpo celeste, o impacto poderia gerar tsunamis em regiões costeiras.

Caso o asteroide atingisse a Terra, a explosão poderia liberar energia equivalente a oito megatons de TNT – Foto: Canva/ND
Na época, a Nasa estimou que os locais mais propensos ao impacto incluíam o leste do Oceano Pacífico, o norte da América do Sul, o Oceano Atlântico, partes da África, o Mar Arábico e o sul da Ásia. Entre os países que poderiam ser afetados estão:
- América do Sul: Equador, Colômbia, Venezuela;
- África: Nigéria, Sudão, Etiópia;
- Ásia: Índia, Paquistão, Bangladesh.
O que a ciência diz sobre os impactos envolvendo asteroides e Lua
Conforme estudos anteriores, colisões envolvendo asteroides e a Lua, embora mais frequentes do que com a Terra, normalmente não causam grandes preocupações. Isso ocorre devido a ausência de atmosfera e à própria natureza geológica do satélite.

um objeto com 60 metros de diâmetro liberaria energia equivalente a várias bombas nucleares – Foto: Canva/ND
Um artigo publicado na revista Nature Geoscience, revelou que a Lua registra impactos constantes de pequenos asteroides, muitos dos quais são responsáveis por crateras visíveis até mesmo com telescópios amadores.
Conforme o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa), um objeto com 60 metros de diâmetro liberaria energia equivalente a várias bombas nucleares caso atingisse a Terra.
No entanto, no caso da Lua, o impacto não representaria risco direto para a humanidade — embora pudesse gerar consequências científicas relevantes, como alterações nos registros sísmicos lunares e na superfície observável.